Comentários



 
 

Foi uma temporada boa, com ressalvas

A última impressão é a que fica, já dizia o ditado. E é por isso que todos acham que a temporada do Napoli foi ruim. Não deve-se esquecer que durante o primeiro turno, fizemos 33 pontos e brigamos pela liderança, por uma vaga na Champions. Para muitos, tínhamos a vaga na Uefa garantida. Depois vieram os problemas e a temporada do Napoli acabou quase com 15 rodadas de antecipação. Sem motivação era impossível era impossível fazer melhor do que foi feito. O que, claro, não deve servir de desculpas, mas deve ser levado em consideração.

Como pontos importantes, ficam o rebaixamento justíssimo do Torino e alguns dados sobre a temporada do Napoli: Foram 4 pontos a menos em relação à temporada passada. Dois a menos fora de casa (apenas) e dois a menos em casa (apenas). Hamsyk foi o artilheiro do time, novamente, e assim como na temporada passada, marcou 9 gols.
Se na temporada passada, o Napoli foi 8º colocado com 50 pontos, neste ano os mesmos 50 pontos não levaram a Lazio além do 10º lugar. Para ser oitavo neste ano, o Palermo teve de fazer 57 pontos, o que mostra que o campeonato deste ano foi muito mais forte e muito mais equilibrado do que no ano passado. Fato atestado ainda pelos números se olharmos para a parte de baixo da tabela. Bologna (neste ano) e Catania (no ano passado) se salvaram com 37 pontos, o que mostra que os pontos foram mesmo mais divididos na parte alta da classificação. E outra coisa: Para um time evitar o rebaixamento, basta manter uma média de 1 ponto por jogo.

Mais: Nos dois anos de série A, considerando apenas os adversários enfrentados nos dois campeonatos, a Udinese é o time com o qual o Napoli marca o maior número de pontos: Foram 8, em 12 disponíveis, futos de duas vitórias e dois empates. O outro time contra o qual o Napoli ficou invicto nestes dois anos foi a Reggina. Uma vitória e três empates.
Assustam porém os números contra Roma (2 pontos em 12 possíveis), Torino e Cagliari (1 ponto em 12 possíveis) e Genoa (nenhum ponto em 12 possíveis). É isso mesmo, para quem acha que "gemellaggio" é sinal de marmelada, o Napoli perdeu todos os jogos diante do Genoa, em casa e fora, desde que voltou à série A, exatamente junto com genoanos, dois anos atrás.

Os resultados também são positivos contra Parma e Livorno, que o Napoli só enfrentou na temporada passada, mas conseguiu 100% de aproveitamento, vencendo os dois jogos contra ambos os adversários. Contra o Empoli, porém, os números são ruins: Apenas 1 ponto em 6 possíveis.

Em número de gols, também ficamos devendo nesta temporada. Foram 44, contra 50 na temporada passada. Mas assim como em 2007/2008, neste ano, 11 jogadores diferentes marcaram gols para o Napoli, com destaque para primeiro gol de hoje, marcado por Montervino. Talvez um dos melhores presentes do destino para o jogador mais identificado com a camisa deste novo Napoli. Ele que no ano passado "ganhou de presente" a permanência no time, mesmo jogando pouco, seguiu no elenco deste ano e, na última partida, fez o seu primeiro gol na série A, naquela que pode ter sido a sua última aparição com a camisa azul. Parabéns, capitão!



 Escrito por Roddy às 20h53 [] []






 
 

E houve algo de bom!

Em uma partida que não valia nada, cercada de falta de interesse por todos os lados, o Napoli conseguiu demonstrar no jogo algumas coisas boas. A primeira Bogliacino, pelo gol (o mais bonito do Napoli na temporada) e pelo dinamismo. As outras duas, pelos retornos de Lavezzi, este já esperado, e de Gargano, que supreendeu ao se recuperar tão rapidamente, uma vez que, logo após a fratura, o próprio jogador chegou a dizer que não voltaria nesta temporada. Mas com empenho, dedicação e profissionalismo, Gargano voltou ao time e ganhou 15 minutos em campo hoje.
Semana que vem, o time encerra a campanha. Talvez com ele em campo desde o início, como prêmio pelo profissionalismo. Que a equipe saiba retribuir o carinho e o apoio que sempre recebeu da torcida e encerre a campanha com uma vitória, contra o já salvo Chievo.



 Escrito por Roddy às 18h48 [] []






 
 

VERGONHA!

Prometo não me alongar muito. Será um post para sucitar algumas dúvidas e reflexões. Mas como será possível que sempre, nos finais dos campeonatos, times como Torino e Reggina, sobretudo, conseguem recuperações "milagrosas" sempre empurradas por erros "duvidosos" dos árbitros, que sempre (curiosamente) favorecem estes times?
O escândalo dos resultados "arrumados" na Itália está loooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooonge de ter terminado.
E não é só na série A, não!



 Escrito por Roddy às 18h38 [] []






 
 

Último, com orgulho, mas melhorando. E com coragem

Pela primeira vez, desde que assumiu o comando técnico do time, Roberto Donadoni mostrou coragem para fazer mudanças. Mudanças não impostas, mas sim desejadas por ele, que certamente já começa a ver onde estão os pontos falhos do time.
Antes, sem ter total conhecimento da equipe, Donadoni confiava na base deixada por Reja (que não estava errado), mas temia muito em fazer alterações. Mesmo assim, aos poucos, deu oportunidade para todos. Jogaram Grava, Bucci, Pià, Dátolo e até Amodio, esquecidos e relegados, em alguns casos, pelo ex-treinador. Fato é que todos, via de regra, jogaram bem quando tiveram suas oportunidades e não decepcionaram, provando que, algum valor, eles tem.
Mesmo assim, apenas hoje Donadoni mudou, radicalmente, o time. Nomes antes intocáveis, como Blasi, Hamsyk e até Santacroce, foram para o banco. Hoje percebeu-se, mais claramente, que Dátolo tem qualidade e pode ser muito útil ao time. Mais: Se Hamsyk e Lavezzi deixarem o time, como se especula, não será assim tão "o fim do mundo" como alguns torcedores e até parte da mídia, querem fazer parecer.
E de hoje, era o máximo que se podia esperar, além de uma resposta e uma apresentação digna do time, depois da melancólica partida de domingo passado. E essa resposta veio, com o Napoli tendo tido, inclusive, chance de definir o jogo ainda no primeiro tempo, nos contra-ataques.
Hoje, matematicamente, o campeonato do Napoli acabou. Nem a irrisória possibilidade de chegar à UEFA existe mais, ou seja, preocupações zero até o fim da temporada. Mas será mesmo?
Não é bem assim. Depois de encarar o Lecce, o Napoli ainda pode "definir" a briga pelo rebaixamento, já que, semana que vem, os azuis encaram o Torino, em casa. Se o Napoli colocar a dignidade em campo, denovo, a coisa pode ficar irreversível para o Toro, que hoje desperdiçou uma chance excelente de respirar nessa briga, ao empatar, em casa, um confronto direto com o Bologna.
O resultado do Lecce, hoje, foi péssimo também. E só não foi pior, exatamente porque Bologna e Torino empataram. Além dos três, a Reggina está na briga para evitar a queda também, mas depois da derrota dos calabreses no sábado, diante da Samp, em Genova, a coisa ficou mais difícil para a Reggina.
O Chievo, também correndo risco, está praticamente salvo, depois de empatar com a Inter em casa e evitar o título antecipado do time de Milão.
Rebaixamento e acesso são assunto, então, vale lembrar, que a Série A já tem um novo nome para a temporada que vem: O Bari. Na próxima rodada, o Parma deve confirmar matematicamente seu retorno.
Voltando a falar do Napoli, além da dignidade, a única coisa em jogo para o time nessas últimas rodadas é aumentar o número de pontos na tabela. Primeiro para tentar igualar (ou até superar) a pontuação da temporada passada. Faltam 7 pontos e se o time vencer os dois jogos que faz em casa e, pelo menos, empatar na partida fora, iguala a marca.
Mais do isso, o Napoli fez apenas 10 pontos no returno. Dois empates com Reja, em casa, frente à Udinese e Bologna e 8 com Donadoni, incluindo a vitória, em casa, diante da Inter (a única do segundo turno azul). Só que esses 10 pontos deixam o Napoli numa posição incômoda no returno, que poucos, a bem da verdade, repararam. O time está em último lugar na tabela, se computados apenas os pontos da segunda metade do torneio.
Que essas partidas finais sirvam para que o Napoli melhore sua pontuação. E orgulho pra isso, o time mostrou hoje que tem.



 Escrito por Roddy às 23h06 [] []






 
 

E Zalayeta já era...

Eu fico me perguntando o que se passa na cabeça de um jogador para se colocar acima de um clube, mais importante do que a camisa que ele veste, mais importante do que a empresa para a qual ele trabalha. As respostas não fecham a questão.
Desde os tempos de Eddy Reja, era comum ouvir-se boatos de que Zalayeta estava insatisfeito. Vez por outra, o uruguaio (segundo se lia à epoca), negava-se, inclusive, a ficar no banco de reservas. Na metade final do campeonato, imaginava-se que os problemas acabariam. Zalayeta não criou mais problemas, porque nem podia jogar em função da lesão no menisco.
Solidário ao atleta, o Napoli lhe deu todas as condições de se recuperar e acreditou no potencial do jogador para esta temporada, mas os números jogavam contra. Zalayeta não marcava gols, eram apenas 3 até o jogo contra a Inter, quando fez o seu quarto. Denis, mais criticado do que o camisa 25, já marcou 8, e jogou bem menos do que Marcelo na competição. Além de apenas 3 gols (2 com Reja no comando), Zalayeta sempre era notícia no dia a dia azul, ao deixar clara sua insatisfação com a situação de "disputa de posição" ao qual Reja submetia a dupla 9-25.
Bom, Reja foi embora, Donadoni chegou e parecia preferir Zalayeta à Denis, tanto que o uruguaio partiu como titular em quase todos os jogos que o ex técnico da seleção italiana comandou no Napoli.
Só que nada do uruguaio jogar, ou marcar gols. Apenas 1, contra a Sampdoria, numa partida em que Denis, que entrou  a dez minutos do fim, também marcou o seu e empatou o jogo aos 47 da etapa final.
Zalayeta seguia no time, até que na partida contra a Inter, Donadoni resolveu dar uma chance à Denis. O argentino não foi tão bem, e Zalayeta o substituiu. O uruguaio fez o gol da vitória e acabou decantado como o "mata-Inter" (já que na temproada passada havia feito o gol que também decidiu a partida). Pronto. Zalayeta estava salvo no Napoli. Havia quem estivesse dizendo que o uruguaio seria contratado em definitivo pelo Napoli ao fim da temporada.
Ele tinha, então, a chance de voltar a provar o seu valor, de se confirmar, no jogo diante do Siena, só que, como de costume, jogou muito mal e acabou substituido. Irritado, saiu de campo sem falar com o técnico. Muitos dirão que essa é até uma atitude normal, já que, por vezes, o jogador está de cabeça quente.
Ok, mas o agravante veio na terça feira. Zalayeta, de maneira injustificável e sem a permissao do time, não se reapresentou para os treinos da semana. Ok, novamente, "na quarta ele aparece, explica tudo, e tudo resolvido", pensou-se. Mas não foi assim. Zalayeta não apareceu hoje, outra vez, e não parece afim de dar satisfações. Incomunicável e com o celular desligado, a única notícia referente ao atleta é que no domingo ele estava em Genova, na companhia de Oliveira, uruguaio do Genoa, também ex-jogador da Juve, e amigo pessoal de Zalayeta.
Irritado com a situação e com o enésimo problema criado por Zalayeta, Donadoni declarou, nos vestiários de Castelvoturno ainda no treino de ontem que o camisa 25 o havia desiludido e que enquanto ele (Donadoni) seguisse no comando do Napoli, o atacante não pisaria mais em campo "nem por um minuto, sequer".

E aí, o Zalayeta já era. Se ele não estava afim do Napoli, agora é o Napoli que não parece estar mais afim dele. De Laurentiis não deve contar com o atacante para a próxima temporada. E se ele for embora, que leve consigo todos os seus problemas pessoais, sua mania de gigantismo, sua supervalorização, sua falta de vontade, sua falta de profissionalismo e sobretudo sua ingratidão.
Tchau e passar bem!



 Escrito por Roddy às 10h21 [] []






 
 

E agora é preparar a próxima temporada

Missão cumprida! Mais por demérito dos outros do que por méritos próprios, é bem verdade, o Napoli cumpriu hoje a única missão que lhe sobrou no campeonato: Evitar o rebaixamento. Tá certo, na teoria, o rebaixamento nem rondava os ares azuis, mas na prática, apenas hoje, apesar da derrota, o Napoli livrou-se de qualquer risco, ainda que apenas matemático.
A apatia do time hoje, porém, assustou. Jogadores desmotivados, em campo como se jogassem por pura obrigação. Deu no que deu. Com 25 minutos o jogo já estava decidido.
É claro que é difícil encontrar motivação para qualquer partida se os jogos não tem mais valor, mas é função do técnico manter o time com o mínimo de dignidade em campo, se não pelo jogo, pelas camisas que vestem. E Donadoni até hoje não conseguiu isso. Fica cada vez mais claros que alguns jogadores não querem mais nada com nada, não estão afim de se esforçar, talvez até para evitar uma lesão que possa impossibilitar uma negociação, quem sabe.
Se o Napoli quiser algum tipo de motivação, por menor que seja, vale salientar que matemilagrosamente o time até ainda pode chegar à Copa da Uefa, ainda que para isso seja necessária uma improvável e mirabolante coincidencia de resultados favoráveis.
Ok, UEFA não, então pensemos em, quem sabe, melhorar a campanha (em número de pontos) do ano passado. Foram 50, contra os atuais 42. Faltariam 8 pontos. São dois jogos em casa (Torino e Chievo) e dois fora (Lecce e Catania). Vencendo os dois jogos no San Paolo e empatando os dois fora, chegaríamos aos 50 pontos.
A terceira é o respeito pela torcida que, até agora, sempre apoiou o time e compareceu aos jogos.
Se nada disso adiantar, aproveitemos então, estes últimos 4 jogos para já ir selecionando quem pode e quem não pode ficar, quem quer e e quem não quer ficar e mais importante, quem merece e quem não merece uma nova oportunidade.
E nada melhor do que jogos contra 4 times teoricamente fracos, destes que não levam torcida ao estádio e nem dão prestígio, porque é aí que se vê quem realmente está integrado ao projeto, pois, como o próprio Donadoni disse na semana passada, encontrar motivação para jogar com os grandes é muito fácil. Hoje ele mesmo assumiu a culpa pela derrota poque não motivou os jogadores da forma correta, ou da forma suficiente. Oras, pois, não seria o momento, então, de se pensar em um técnico que seja capaz de motivar o mesmo time, seja contra o Catania fora de casa, seja cotra a Inter, em casa?
Acho que é hora de começar a preparar bem, e de verdade, a próxima temporada.
Nota positiva de hoje, além da "salvezza" matemática, o gol do Pià. O brasileiro que é tão desacreditado pela torcida azul, hoje foi quem mais se esforçou em campo e, como prêmio, marcou seu primeiro gol com a camisa azul na série A.
Nesta temporada, aliás, só em jogos oficiais, ele já marcou 5 gols, por 3 competições diferentes. Foram 3 na Copa da Uefa, 1 na TIM CUP e mais um, hoje. Mais do que o Zalayeta, por exemplo, que jogou muito mais partidas do que o Pià no ano, e só fez 4 gols. E estava sendo cantado em verso e proza porque (por dois anos seguidos) deu a vitória ao Napoli contra a Inter no San Paolo.
Tá, isso, hoje em dia, não é para qualquer um, mas como o próprio Donadoni disse e eu acabei de escrever aqui, se motivar para jogar contra os grandes é muito fácil.



 Escrito por Roddy às 17h07 [] []






 
 

E pra sonhar....

A Copa Uefa (ou Copa da Europa de Clubes, como a comeptição será chamada apartir desta temporada), ainda é possível, matematicamente, para o Napoli. A distância do time azul para a Roma (que hoje está em sexto lugar e tem a última vaga para a Uefa) é de 10 pontos. Faltam 15 em disputa. Ainda vão acontecer muitos jogos que seriam "confrontos diretos" entre Palermo, Cagliari, Udinese, Atalanta e Lazio, que estão entre Roma e Napoli na tabela, o que significa que estas equipes vão peder muitos pontos entre si. O que seria positivo para o time azul, que não tem mais nenhum confronto direto contra estes times. Só que o sonho pode acabar (na prática, porque na teoria acabou faz tempo), já na próxima rodada. Para isso, bastaria que o Napoli não vencesse o Siena e que a Roma batesse o Chievo. Nessas condições, a diferença subiria para 12 pontos, com exatamente 12 pontos em disputa, mas a Roma levaria vantagem no confronto direto.
Quer dizer que, trocando em miúdos, o empate que nos livrará matematicamente do rebaixamento, também nos eliminará, matematicamente, de qualquer mínima chance de chegar à competição continental. Por isso, a Uefa é só mesmo um sonho distante, mas se quisermos continuar sonhando, por pelo menos mais uma rodada, temos de vencer o Siena e continuar rezando para San Gennaro.



 Escrito por Roddy às 11h19 [] []






 
 

Falta um empate

 

A temporada do Napoli, enquanto grandes objetivos, já acabou a muito tempo. Depois da vitória de ontem, então, falta "quase nada" para acabar definitivamente. Que o time não vá cair, não restam dúvidas, mas para a afirmação ser 100% segura e baseada na matemática, ainda falta 1 ponto, isso, claro, para não depender de outros resultados.
A situação é a seguinte: Faltam 5 jogos, com 15 pontos em disputa. Para o Napoli cair, seria necessário que o time perdesse todas as partidas até o fim do campeonato, isso inclui derrotas para Siena, Catania, Chievo e Torino (que estão atrás do time azul e precisam somar pontos) e também contra o Lecce (que não é "ameaça" ao Napoli).  Além disso, seria necessário que a Sampdoria vencesse qualquer um de seus 5 jogos, que o Catania fizesse ao menos 3 pontos (que seriam feitos numa hipotética vitória sobre o Napoli, para que os azuis não fizessem pontos) e que o Siena, além de vencer o Napoli, vencesse pelo menos mais um jogo, que pode ser diante da Reggina, na última rodada.
Como se não bastasse, Torino e Bologna teriam de vencer todos os seus jogos e ainda empatar o confronto direto (além do Napoli, e do confronto direto, o Torino encara Fiorentina, Genoa e Roma, todos brigando por vagas em competições européias, enquanto o Bologna, que não enfrenta o Napoli, ainda teria pela frente Reggina, Lecce, Chievo e Catania).
Se toda essa combinação mirabolante de resultados acontecer, o Chievo ainda precisará vencer mais dois de seus três jogos restantes, contra o Genoa, Inter e Roma.
Se ainda assim, todos esses resultados se materializassem, o Napoli permaneceria com seus atuais 42 pontos e jogaria um desempate diante do Bologna, que também chegaria aos 42. Ainda considerando todas essas situações, o Desempate ainda poderia ser contra o Torino, caso o time grená perdesse o confronto direto para o Bologna, desde que vencesse todos os demais jogos e o Bologna, claro, fizesse o mesmo.

Como se todo esse cálculo e esses resultados improváveis fossem pouco, ainda existiria a possibilidade de o Napoli empatar com mais do que uma equipe com 42 pontos. Aí o critério de desempate seria uma "classificação avulsa", levando em consideração apenas os resultados que os times empatados obtiveram entre si. E desembaraçar este nó seria ainda mais complicado, se é que seria possível algo mais complicado do que toda essa explanação.

O Napoli pode, ainda, salvar-se matematicamente mesmo perdendo, já na próxima rodada. Para isso, bastaria que o Torino não vencesse a Fiorentina ou que o Bologna perdesse da Reggina. Mas, para evitar mais cálculos e confusões, o melhor a fazer ainda é marcar um pontinho contra o Siena. Não é pedir muito ao time e nem ao técnico, que em seis jogos no comando do Napoli, empatou 4. Falta só mais um empate.

 



 Escrito por Roddy às 10h33 [] []






 
 

Bons sinais

Desde a chegada de Donadoni ao Napoli, o que mais se especula é: "o que será da temporada que vem?". A pergunta é natural, uma vez que o time já não tem nenhuma aspiração neste campeonato.
Pois bem, uma coisa ficou clara: Os jogadores foram sim os culpados pela queda de rendimento do time. É inexplicável, a não ser por corpo mole, como um time que liderou o campeonato pode, de uma hora para outra, se ver sem ambições depois de seguidas derrotas, com atuações opacas e agora, do nada, resolva mostrar, novamente, a mesma vontade do início do ano.
Algo não ia bem na relação do treinador com o time. De qualquer forma, Reja já saiu e discutir isso agora não faz mais sentido. O importante é pensar para frente, e para isso, quero analizar alguns pontos do trabalho do Donadoni.
Ele deve ser um motivador nato, isso é ótimo. Outra coisa muito válida que ele fez foi avaliar todos os jogadores que tem à disposição. É isso, ao menos, o que ele vem fazendo, colocando em campo Rinaudo, Grava, Amodio, Pià, etc. Jogadores quase marginalizados por Reja.
Aqui, abro porém um parenteses: Ele (Reja) não estava errado: Com Lavezzi, Blasi, Gargano e Maggio, não tem como você abrir mão deles para jogar com tais reservas, mas a atitude de Donadoni é interessante e altamente profissional: Ele realmente avaliou e ainda está avaliando o elenco à sua disposição, sem descartar, a priori, ninguém, para só depois definir quem fica e quem sai.
Válida a redescoberta de Grava, interessante a chance dada a Pià, que (isso é fato), ao menos mostra muito mais vontade de jogar e de ser útil do que o Zalayeta.
A mudança de ambiente também fez bem para os argentinos Dátolo e Denis. E primeiro não jogou ainda, mas Donadoni demonstra nos treinos que confia e acredita em seu potencial. Já Denis parece ter renascido. Depois de ficar inexplicavelmente fora do jogo diante da Reggina, hoje jogou por dez minutos e reencontrou o caminho do gol, mostrando ainda que pode ser muito mais útil que o uruguaio, visto que é um jogador que se movimenta muito mais, tentando e por vezes conseguindo, abrir mais espaços na defesa adversária.
A opção por Denis parece ainda mais natural se analizarmos as situações de mercado que envolvem Zalayeta e Russotto. O uruguaio está em Copropriedade com a Juventus e o Napoli teria que pagar mais metade do valor de seu passe para te-lo no elenco. O preço é alto para um atleta que joga pouco e, como centroavante, marca poucos gols.
O caso de Zalayeta pode, ainda, ser chave para tentar manter Hamsyk no Napoli por mais uma temporada, já que a Juve quer muito o meia eslovaco e pode ceder o uruguaio em definitivo em estratégia como parte da negociação. À medida que o Napoli abrir mão do uruguaio, a Juve terá de formalizar uma proposta muito mais interessante para o time azul, se quiser mesmo contar com os serviços de Marek.
Russotto tem uma situação curiosa: Jovem e bem quisto pela torcida, Russotto também está em copropriedade com o Bellinzona, da Suíça, e para tê-lo em definitivo, o Napoli terá de desembolsar cerca de 4 milhões de euros. Também me parece muito por um jogador que atuou tão pouco e sem fazer nenhum gol na temporada. O que, porém, joga a seu favor é o fato de que o Napoli deverá desfazer-se de Pià, deixando o camisa 20 como primeira opção de banco para Lavezzi.
Abre-se uma vaga para uma contratação de peso no ataque, que dispute com Denis (dentro desse panorâma), a vaga de parceiro de Lavezzi no ataque azul.
No meio campo a coisa complica um pouco: A princípio, Maggio, Blasi, Gargano, Hamsyk e Mannini são titulares e peças fundamentais para o esquema do time, também na temporada que vem. O problema começa nas opções de banco para substitui-los em caso de necessidade. Pazienza, Bogliacino e Dátolo parecem ser os que mais tem chances de permanecer no time. Vitale seria uma opção interessante para a reserva na esquerda, mas o ideal seria emprestar o jovem, contratar alguém de peso para a posição e ter Mannini como opção de banco. Ou ainda, deixar os jogadores que estão e definir que há a necessidade de um ala esquerdo e que Vitale seria o reserva, com Mannini como reserva de Maggio e Pazienza, Bogliacino e Dátolo como opções de banco para Blasi, Gargano e Hamsyk, respectivamente.
Esse panorama liberaria minimamente Montervino e Amodio, sem falar em Grava, que ainda poderia ser aproveitado como opção de banco para a zaga central, que parece ter carências de reposição. Embora Contini, Cannavaro e Santacroce costumem dar garantias, falham com a mesma frequência, sobretudo o último. Rinaudo, hoje, parece ser o único com mais condições de permanecer no time, o que liberaria Aronica. E se o Grava também deixar o elenco, abre-se mais uma vaga para a defesa, que pode ser preenchida com a contratação de dois nomes "de peso" e assim, dois dos atuais três titulares passariam a ser opções de banco.
Pior ainda parece ser a situação no gol. Bucci tem 40 anos e dificilmente poderá manter um bom nível para jogar a temporada que vem. Iezzo quer voltar, mas deve ser operado de uma lesão crônica nas costas e ninguém sabe como (e se) ele vai voltar. Gianello se ficar, deve ser apenas a terceira opção. Navarro, embora ainda jovem, demonstra alguma insegurança desde que chegou ao time e, apesar do bom potencial, deve trabalhar e manter a cabeça no lugar para continuar crescendo.
Tudo isso para dizer que hoje, do atual elenco do time, alguns bons sinais parecem ter saído das avaliações de Donadoni: Zalayeta e Pià no ataque, Montervino e Amodio no meio, Aronica e Grava na defesa, Bucci e (talvez) Iezzo no gol não devem permanecer no time. O que abre uma boa expectativa para que a diretoria busque reforços mirados, de qualidade e de experiência nessas psoições (só aqui contei 8) para montar um Napoli que, se não for vencedor, ao menos será forte e brigador durante toda a temporada que vem.
Ah sim, ainda faltam 8 jogos para o fim do campeonato. Vão ser nestes oito jogos que alguns jogadores deverão provar que realmente merecem seguir aqui e que outros tentarão mostrar que podem merecer, pelo menos, mais uma avaliação.
Há muito o que se fazer ainda, e muito ainda pode mudar, mas seguramente Donadoni já viu e já transmitiu, aos torcedores e ao time, alguns bons sinais.

CAPÍTULOS TV e AMODIO: Sobre a TV: O jogo de hoje entre Sampdoria e Napoli foi transmitido ao vivo pela ESPN+ (que é a equivalente à nossa ESPN BRASIL, mas só é retransmitida nos demais países da América Latina). A ESPN BRASIL preferiu mostrar Juventus - Chievo. E depois, quando eu falo que eu acho deplorável a escolha dos programas específicos que vem para o Brasil através da ESPN BRASIL e mesmo da ESPN (que também é diferente com relação à ESPN da América Latina), o povo acha que sou chato e reclamão.
Honestamente, prefiro ver torneios de tênis na tv, ou SportCenter latino o dia todo do que ter que aguentar a programação alternativa, da ESPN daqui, com "Mar Aberto", Triz, e outros programas radicais MUITO chatos! E hoje, especificamente, eu ainda poderia ter visto o jogo ao vivo, sem precisar ficar conectado à Internet para encontrar um link pirata e roubado que me permitisse seguir o meu time.

AMODIO: Como diz o ditado: "Quem espera sempre alcança", ou "Quem acredita sempre alcança". É o caso do volante uruguaio. Titular do Napoli na segunda temporada do time na série C e eventualmente titular também na série B, quando o Napoli retornou à Série A, ele foi de empréstimo em empréstimo para continuar jogando, já que, no Napoli, parecia não ter mais chances. Até que nesta temporada ele bateu o pé. Não quis ser negociado e ficou, mesmo sabendo que teria pouca ou nenhuma oportunida de jogar. Esperou, treinou e, finalmente, hoje, estreou na Série A com a camisa do Napoli. Sem discutir méritos e qualidades técnicas, deixo aqui o meu mais sincero parabés ao Amodio pela sua garra, determinação, profissionalismo e, claro, pela sua estréia!

E chega por hoje!



 Escrito por Roddy às 19h11 [] []






 
 

FOI BONITO, mas não entendo certas coisas

Que bom, que gostoso e que bonito ver o Napoli jogando bem novamente, com estádio cheio, com a torcida apoiando. Ótimo!
O resultado? Bom, e ainda poderia ter sido melhor dependendo das circunstâncias de jogo e da ineficiência de Zalayeta, mas o Napoli "rensceu", isso é, agora, o mais importante.
Talvez esteja vendo as coisas por ângulo diferente, daquele que assite a partida sem tanto comprometimento com resultados, uma vez que o projeto desse ano já foi por água abaixo faz tempo. Isso também ajuda, pois diminui a pressão, o que é bom!
Só tem algumas coisas que não entendo: Que o Donadoni ainda não conheça o time eu aceito, mas não justifica a falta de alterações do técnico. Não, não o estou criticando, mas prestem atenção: Contra a Reggina, aquele 1-1 final poderia ter sido diferente. O técnico tinha o Denis no banco e não o colocou em campo, preferindo um Zalayeta inoperante.
Ontém, a única alteração dele foi colocar o Bogliacino no lugar do Zalayeta aos 47 do segundo tempo. E estavam no banco Russotto, Denis e Dátolo. Não era falta de opção. Alguns dirão que o time estava bem e que as mudanças não eram necessárias, mas aqui eu discordo. O Zalayeta, por exemplo, não precisava ter continuado até o final, sobretudo depois dos gols perdidos. Talvez o Denis resolvesse o jogo. O Grava merecia jogar, pelo que representa no time, pelo histórico de bom profissional, enfim. Mas porque não passar o Mannini para a direita e colocar o Dátolo do outro lado?
O Bogliacino poderia ter entrado, talvez no lugar do Pazienza, mas não do Zalayeta, e não aos 47 do segundo tempo.
Alguns mais uma vez dirão que o time estava bem (e estava mesmo) e que tais substituições eram arriscadas, deixariam o time desprotegido na defesa, seria arriscado colocar um atleta que acaba de voltar de lesão, enfim. Mas acho que o Donadoni poderia ter sido mais ousado nas duas partidas. Tá certo que o time está sem confiança e que era importante não perder, mas isso já não seria "medo de ganhar"? Não entendi! E espero estar errado até o fim da temporada, se bem que, mais alguns pontinhos e todo esse resto pouco vale até o final.
Outra coisa que não entendo: Como é que o Silvio Lancelotti ainda continua comentando jogos? Aliás ontem foi um festival de asneiras!
Primeiro ele disse que convocaria o Mannini para a seleção italiana em lugar do Bochetti do Genoa. Não, o Bochetti ainda não é jogador de seleção, mas o Mannini nem poderia ser convocado, afinal estava suspenso até outro dia e sem jogar há dois meses!
Depois disse que o Donadoni estava usando jogadores que o Reja não usava. Citou Grava e (denovo) Mannini. Oras, ou muito me engano ou a profissão dele (uma delas) é ser comentarista. E como tal, deveria estar mais informado. Repito, o Mannini era titular com o Reja e só deixou de ser usado por que estava suspenso! E o Grava só jogou porque o Maggio está machucado, o Vitale também e o Aronica estava suspenso. Com o Dátolo voltando de lesão, o Grava era quase uma "escolha forçada", mas nada tem a ver com usar, por opção, jogadores que o Reja não usava.
Em outro momento, o Palomino (péssimo narrador) disse que o Montervino estava fazendo uma jogada. Me pergunto: Como, se ele não entrou em campo? O próprio Lancellotti, em outro momento, chamou a atenção para um corte "na bola" do Santacroce em jogada do Pato. Mesmo depois de 15 replays mostrando que o corte havia sido feito pelo Cannavaro. E eles mostraram, mais uma vez, absoluta falta de preparo para um jogo, para exercer a função deles.
O pior é que isso foi só no primeiro tempo, porque no segundo, preferi assistir pela RAI. Ao menos, tecnicamente, uma transmissão muito mais coerente. Não entendo a ESPN Brasil. E não é falta de opção, é falta de preparo mesmo (que diga-se de passagem, também aplica-se à Sportv e à Band).
Antes de terminar, mais uma coisinha que não entendo: A torcida do Napoli. Pra que soltar petardos na arquibancada? E depois vão reclamar da multa. Pergunto, como, se em uma parte das arquibancadas havia até um princípio de incêndio?
Não entendo certas coisas...



 Escrito por Roddy às 10h48 [] []




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